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Maringá,08/05/2026

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Padre afastado após suspeita de estupro.

Ministério Público de São Paulo
Padre afastado após suspeita de estupro. Reprodução

O padre afastado sob a acusação de ter estuprado uma adolescente em Serra Negra (SP) é Sidney Wilson Basaglia, 50 anos. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (6/5) pela Diocese de Amparo, onde, até então, ele atuava como vigário-geral da diocese e cura da Catedral Nossa Senhora do Amparo.
A vítima era coroinha na paróquia onde Sidney atuava.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), os abusos ocorreram entre 2014 e 2016, quando a vítima tinha 14 anos.  Natural de Guarulhos (SP), o padre Basaglia iniciou oficialmente a trajetória religiosa em 2002, quando foi ordenado diácono na Paróquia São José, em Mogi Mirim (SP).
O diaconato é a etapa anterior ao sacerdócio, na qual o religioso já pode exercer algumas funções litúrgicas e pastorais da Igreja Católica.
Até ser afastado, Sidney ocupava o cargo de vigário-geral da Diocese de Amparo — função considerada uma das mais importantes da estrutura administrativa da Igreja Católica, responsável por auxiliar diretamente o bispo na condução da diocese.
Ele também exercia a função de “cura de almas” da Catedral Nossa Senhora do Amparo, cargo ligado aos cuidados espirituais e pastorais dos fiéis. Poucos meses depois, em 15 de fevereiro de 2003, Sidney Basaglia foi ordenado padre na mesma paróquia.
A Diocese de Amparo informou que o bispo diocesano, após ouvir o Conselho de Presbíteros e o padre Sidney Wilson Basaglia, decidiu pelo afastamento temporário do sacerdote de suas funções, para que ele possa se dedicar ao próprio processo de defesa.
“Esse afastamento, no entanto, não implica qualquer prejuízo ao pleno exercício de ordens e não diminui ou prejudica a presunção de inocência, que decorre também da decisão proferida na investigação canônica”, explica.
Manipulação e dependência emocional
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o padre construiu uma relação de confiança com a adolescente ao dar presentes, fazer convites frequentes para jantares e participar de atividades fora do ambiente familiar;
A promotoria afirma que o religioso teria usado a posição de autoridade na Igreja para manipular a vítima e criar um vínculo de dependência emocional;
De acordo com a investigação, os atos libidinosos teriam ocorrido de forma reiterada em ambientes privados, como na própria paróquia e na casa de familiares;
Ainda segundo o MPSP, a sentença destacou que as condutas eram praticadas de forma velada, com estratégias para evitar suspeitas e dificultar reações da vítima;
O padre Sidney Wilson foi condenado, em primeira instância, a seis anos de prisão em regime semiaberto.





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