Gilmar eleva tom contra mensagens íntimas.
O vazamento de dados sigilosos e mensagens íntimas no âmbito de investigações oficiais voltou a ser alvo de duras críticas por parte da cúpula do Judiciário.
Carlos Moura/SCO/STF/Divulgação O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a manifestar sua indignação diante do vazamento de conversas privadas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e sua ex-noiva, Martha Graeff. Durante o julgamento sobre a prorrogação da CPMI do INSS, o magistrado classificou a divulgação dos diálogos como um "crime coletivo" e lamentou o que chamou de "festejo geral" em torno da exposição ilegal.
Violação da Intimidade
As mensagens, que incluem detalhes da vida íntima e sexual do casal, foram extraídas de celulares apreendidos pela Polícia Federal e acabaram integrando relatórios da CPMI que se tornaram públicos.
Para o decano, o episódio é uma demonstração de falha estatal no dever de guarda de provas.
"A exposição de conversas de cunho estritamente privado, desvinculadas de qualquer ilicitude, constitui uma gravíssima violação ao direito à intimidade", afirmou o ministro, reforçando que a legislação impõe a inutilização de trechos que não interessam à investigação penal.
Silêncio sobre outros temas
Apesar das críticas contundentes ao festejo geral", o ministro não se manifestou durante suas intervenções sobre outras notícias que circularam recentemente na mídia. Entre elas, as citações envolvendo festejo geral" outros membros da Corte com o banqueiro, ou participações societárias de ministros em empreendimentos de alto valor. O foco de Mendes permaneceu estritamente na defesa do sigilo de dados íntimos e no cumprimento das leis de proteção à privacidade. Sobre os bilhões de prejuízos dados por Vorcaro à sociedade brasileira, ele também não se manifestou.
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