Comitê Olímpico veta atletas trans para as Olimpíadas.
Fotos: Adrian DENNIS / AFP Em decisão de seu conselho executivo divulgada nesta semana, o Comitê Olímpico Internacional (COI) endureceu as regras para a participação em competições femininas. No que foi chamada de “Política de proteção à categoria feminina (mulheres) no esporte olímpico”, o comitê anunciou a exigência de testes genéticos para as atletas mulheres.
A medida passa a valer a partir dos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, sem efeito retroativo.
As atletas terão que passar uma única vez pelo teste de detecção do gene SRY, ligado ao cromossomo Y: estão liberadas as que testarem negativo para o gene.
As exceções previstas pelo COI são atletas com síndrome de insensibilidade a andrógenos (SIA) e diferenças de desenvolvimento sexual (DSD, na sigla em inglês) “que não se beneficiem dos efeitos anabólicos ou de aumento de performance da testosterona”.
Na prática, a medida veta a presença de mulheres trans nas categorias femininas e deixa ainda mais incerta a participação das atletas DSD. 
Até aqui, a única atleta trans a competir no feminino em Jogos Olímpicos foi a halterofilista neozelandesa Laurel Hubbard, em Tóquio-2020.
Atletas com casos considerados como DSD incluem nomes do atletismo, como Christine Mboma (Namíbia), Beatrice Masilingi (Namíbia) e Francine Niyonsaba (Burundi). 
O caso mais famoso é o da sul-africana Caster Semenya, bicampeã olímpica nos 800m, que travou longas batalhas judiciais para competir.
No comunicado sobre a nova política, o comitê deixa clara a abrangência da nova regra: federações e comitês nacionais e internacionais que tiverem "a responsabilidade em implementar regras de elegibilidade para eventos do COI". Ou seja: todo o escopo olímpico. Ainda não se sabe se a medida será estendida ao cenário de clubes quando organizado por essas entidades.
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