Seja bem-vindo
Maringá,04/04/2026

  • A +
  • A -

MP do Paraná investiga primeira-dama e secretário de Mandaguaçu

OMARINGAMANCHETE/PORTALE.V.
MP do Paraná investiga primeira-dama e secretário de Mandaguaçu Reprodução

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da Promotoria de Justiça de Mandaguaçu, instaurou inquérito para investigar a primeira-dama do município, Luciana Satiko Nó Mendes, e o secretário de Assistência Social, Márcio Castilho dos Santos.
A medida foi tomada após denúncia encaminhada pela Câmara Municipal, que relatou manifestações ofensivas de cunho racial e declarações depreciativas contra vereadores e servidores.
Segundo o documento obtido pela reportagem, prints de conversas no WhatsApp mostram que a primeira-dama usou termos como “moreninha” e “neguinha” para se referir a servidoras, em tom considerado pejorativo e discriminatório.
Em análise preliminar, a promotoria classificou as expressões como injúria racial, crime previsto no artigo 140, §3º, do Código Penal, equiparado ao racismo, imprescritível e inafiançável.
A investigação também apura possível ingerência administrativa da primeira-dama, que, embora não ocupe cargo oficial, é esposa do prefeito Beto Dentista (PSD) e atua de forma voluntária.
Para o MP, ela teria extrapolado um papel social, interferindo em decisões de gestão como contratações, demissões e concessões de gratificações, o que pode configurar usurpação de função pública.
Em relação ao secretário Márcio Castilho, a promotoria apontou linguagem ofensiva e de baixo calão, embora sem indícios de injúria racial.
Em nota, Márcio Castilho negou irregularidades e disse que as conversas foram “montadas” e “manipuladas”, prometendo adotar medidas legais contra os responsáveis pela divulgação.
A deliberação do MP destaca que as condutas relatadas violam princípios da administração pública — legalidade, moralidade e impessoalidade — e podem comprometer a credibilidade do poder municipal. Como medida preventiva, foi expedida recomendação ao prefeito para afastar pessoas sem vínculo formal de funções de gestão, além de implantar ações de combate ao racismo estrutural e aderir ao programa “Municípios Antirracistas – Selo Diversidade e Paraná Plural”.
O inquérito será conduzido pela Polícia Civil, que vai colher depoimentos de servidores, estagiários e das próprias partes citadas.
O MP reforça que o objetivo é apurar tanto a prática de injúria racial quanto a possível usurpação de função pública, crimes que, se comprovados, podem resultar em responsabilização penal e administrativa.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.