Médica demitida após pedir pra não dar alta a petistas
Hospital demite médica após orientação envolvendo pacientes apontadas como petistas
Reprodução Redes Sociais. A ginecologista e obstetra Marcella Segato de Sousa Melo foi demitida do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, após enviar uma mensagem a um grupo interno de médicos orientando que pacientes não recebessem alta durante o domingo do primeiro turno das eleições.
A mensagem foi enviada na sexta-feira, 2 de outubro. No grupo, a médica escreveu: “Quem estiver na enfermaria no domingo, não é para dar alta para ninguém, a maioria é petista”.
Marcella já havia sido afastada da escala antes da confirmação de sua demissão.
Hospital afirma que preferência política não pode interferir no atendimento
Após a repercussão do caso, o hospital afirmou que manifestações e preferências políticas pessoais não se confundem com as condutas médicas e assistenciais adotadas pela unidade.
A instituição também reforçou que decisões relacionadas à internação e à alta de pacientes devem obedecer a critérios médicos.
Uma denúncia relacionada ao episódio foi encaminhada ao Ministério Público Federal, enquanto o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) informou que apura denúncias envolvendo a profissional sob sigilo.
Médica pede desculpas e nega prejuízo às pacientes
Marcella pediu desculpas aos pacientes, familiares, colegas e ao hospital pela mensagem.
Segundo ela, o conteúdo enviado ao grupo não se transformou em conduta médica e nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada por motivação política.
A médica afirmou que todas as liberações realizadas no período ocorreram exclusivamente de acordo com critérios clínicos.
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