Presidente de cooperativa renuncia.
O pedido de afastamento aconteceu após denúncia e investigação interna
Reprodução Mandaguari O presidente da Sicredi Agroempresarial PR/SP oficializou sua renúncia na tarde de ontem, segunda-feira (23), em Mandaguari.
O dirigente já estava afastado de forma provisória desde a última quinta-feira (19), após a formalização de uma denúncia de assédio feita por uma colaboradora.
O agora ex-presidente ocupava o cargo há quase duas décadas.
O caso é alvo de uma investigação independente conduzida pelo sistema Sicredi, que apura a conduta ética e administrativa, além de um inquérito instaurado pela Polícia Civil do Paraná para investigar possíveis implicações criminais.
Em nota oficial, a cooperativa confirmou a renúncia e informou que o desligamento ocorreu a pedido do próprio dirigente, com base em posicionamento do Conselho de Administração. A instituição destacou que trata a denúncia com “absoluta seriedade” e reforçou que não tolera qualquer forma de violência, discriminação ou abuso, assegurando a realização de investigação independente.
Por respeito às pessoas envolvidas e ao devido processo legal, a cooperativa afirmou que não irá comentar detalhes do caso, reiterando o compromisso com ética, transparência e responsabilidade institucional.
Segundo informações, quem assume o cargo é o atual vice-presidente, que já havia liderado a instituição em período anterior.
O mandato vigente segue até 2028. Cabe agora ao Conselho de Administração, formado por nove membros, decidir se o substituto permanecerá até o fim do mandato ou se será convocada uma nova eleição para definir a liderança definitiva da cooperativa.
O caso é investigado pela Polícia Civil do Paraná, com inquérito instaurado na Delegacia de Mandaguari. O processo tramita sob segredo de Justiça.
De acordo com as informações, o responsável pela investigação, o delegado Zoroastro Nery do Prado Filho, deve ouvir a vítima, o investigado e possíveis testemunhas nos próximos dias. Após a fase de oitivas, o procedimento será encaminhado ao fórum, onde seguirá os trâmites legais.
Em nota, a cooperativa informou que acompanha o caso de perto, inclusive em âmbito nacional, e que já iniciou procedimentos internos diante da gravidade das denúncias. A vítima optou por não se manifestar até o momento. A defesa do investigado não foi localizada.
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