Suspeito de matar companheira afirma que queria ‘só desmaiar’ vítima.
O suspeito faz questão de falar: “Não sou bandido”
Foto: Reprodução/Ric RECORD O suspeito de matar a companheira Jane Alves Cordeiro, em Paranaguá, no litoral do Paraná, foi preso em flagrante em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
A vítima, de 49 anos, foi encontrada morta no sofá da sala de casa na última quinta-feira (19).
De acordo com informações da Ric RECORD, o suspeito estava apenas com a roupa do corpo e com os documentos. Para chegar até a sede da Guarda Municipal do município, ele ainda pegou carona com um caminhoneiro. O autor do assassinato chegou a confessar o crime a um agente e foi encaminhado à delegacia para os procedimentos cabíveis. Ele é investigado por feminicídio, mas faz questão de frisar ‘perdeu a cabeça’
Identificado como Marcos, não apenas confessou o ocorrido, como também deu detalhes de como matou Jane. Segundo ele a intenção era apenas desmaiar a vítima para conseguir sair da casa, após ser rejeitado pela mulher.
“Foi a hora que perdi a cabeça. Daí eu dei um soco nela e um mata-leão. A intenção era só desmaiar ela pra poder sair. Perdi a cabeça na hora. Eu não sou criminoso, não sou bandido”, afirma.
Ele contou ainda que encontrou mensagens no celular da vítima, o que teria motivado uma discussão entre os dois. O suspeito afirmou que chegou a questionar o sentimento da vítima e se ela ainda o queria na casa. No entanto, a resposta não o agradou.
A delegada Kemelly Lugli explica que, após cometer o crime, Marcos teria saído da residência e passado um tempo fora da casa. Ao retornar ao local, confirmou a morte da vítima e, logo na sequência, deu início à fuga. “Ele se descontrolou, agrediu ela, deu um mata-leão e depois saiu. Ficou um tempo em outro local, retornou e verificou que ela realmente não estava mais com sinais vitais. Começou a fuga. Saiu dali e começou a buscar formas de sair de Paranaguá”, afirma.
Ela ainda conta que o relacionamento de Jane e Marcos foi marcado por violência constante. Inclusive, a vítima já havia denunciado o suspeito por agressão anteriormente. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e o homem permanece preso. O espaço está aberto para a defesa do investigado.
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