Reprodução UEM/ Dados recentes do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVE) do Hospital Universitário de Maringá (HUM-UEM) revelam um cenário preocupante na macrorregião Noroeste.
Entre janeiro de 2025 e os primeiros meses de 2026, a instituição contabilizou 197 casos de violência sexual, evidenciando que, em média, uma mulher busca auxílio médico no hospital a cada 72 horas devido a esse tipo de agressão.
O levantamento detalha que, somente em 2025, foram 179 registros.
Desse total, as mulheres representam a esmagadora maioria das vítimas, mas o relatório também aponta que 13% dos atendidos no ano passado eram do sexo masculino — embora nenhum caso envolvendo homens tenha sido notificado no início de 2026.
Um dos pontos mais alarmantes do relatório é a idade das vítimas. Em 2025, o maior volume de atendimentos concentrou-se na faixa etária de 10 a 14 anos (23%), seguida por jovens de 20 a 29 anos (19%) e crianças de apenas 2 a 4 anos (16%).
A psicóloga do HUM, Emanuela Dias, destaca que o silêncio e o medo costumam acompanhar essas histórias. No caso de pré-adolescentes, a percepção limitada sobre os limites do próprio corpo muitas vezes retarda a denúncia e a busca por tratamento, o que reforça a necessidade de campanhas educativas precoces.
Onde e quando buscar ajuda
O Hospital Universitário é a unidade de referência para toda a região noroeste e oferece suporte multiprofissional (médicos, psicólogos e assistentes sociais) com plantão 24 horas.
A assistência social do hospital reforça que o atendimento ideal deve ocorrer em até 72 horas após a agressão.
Esse intervalo é crítico para:
Administração de medicamentos profiláticos;
Prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs);
Prevenção de gravidez decorrente da violência.
O acesso pode ser feito de forma espontânea diretamente no Pronto Atendimento do HUM ou via encaminhamento de outras unidades de saúde.
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