Pai que matou filha por ter feito xixi, morreu
O "pai" foi encontrado morto ontem na Penitenciária Nossa Sra do Carmo, em Minas Gerais.
Reprodução O detento Adrian Juliano Martins Herculano, de 24 anos, foi encontrado morto na manhã de quarta-feira (12 de março de 2026) dentro de uma cela do Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo, em Carmo do Paranaíba, no interior de Minas Gerais.
Adrian cumpria pena de 33 anos de prisão pelo assassinato da própria filha, Mirelly, de 5 anos, crime que chocou o país em 2023.
De acordo com informações da administração do presídio, outros detentos perceberam que Adrian estava desacordado dentro da cela e acionaram os policiais penais.
Quando os agentes chegaram ao local, ele já estava sem sinais vitais.
A área foi isolada para perícia e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
A causa da morte será investigada, mas a suspeita inicial apontada pelas autoridades é de autoextermínio por enforcamento.
Adrian ficou conhecido nacionalmente após confessar o assassinato da própria filha em Monte Santo de Minas, no sul do estado.
Na época do crime, ele tinha 21 anos e já era conhecido da polícia por envolvimento com drogas, tráfico e outras passagens policiais.
A menina Mirelly, de 5 anos, morava com o pai e a madrasta. A criança estava sob os cuidados do pai porque a mãe biológica havia perdido a guarda anos antes devido ao uso de drogas. Segundo as investigações, no dia 12 de janeiro de 2023, Adrian discutiu com a namorada e saiu de casa levando a filha. Algumas horas depois, retornou com a criança.
Em depoimento à polícia, ele afirmou que a menina teria urinado no chão três vezes naquele dia, o que o teria deixado irritado. De acordo com o próprio relato do acusado, ele decidiu “corrigir” a criança e desferiu um soco contra ela. Mirelly caiu, bateu a cabeça e ficou desacordada.
No entanto, os exames periciais revelaram que a criança sofreu ferimentos muito mais graves do que os relatados inicialmente.
Os laudos apontaram que Mirelly apresentava diversos ossos fraturados e dentes quebrados, indicando que ela foi submetida a agressões violentas e possivelmente tortura antes de morrer.
Após perceber que a filha estava morta, Adrian decidiu ocultar o crime. Ele enrolou o corpo da criança em um lençol e, junto com a namorada Gabriele Hernesto, chamou um carro de aplicativo para transportar o corpo até uma área de mata.
Segundo as investigações, o motorista se recusou a seguir até o ponto indicado por ser um local de difícil acesso. O casal então desceu do veículo e seguiu a pé com o corpo da criança até a mata, onde Adrian ateou fogo no cadáver na tentativa de esconder o crime.
Depois do homicídio, Adrian fugiu para o interior de São Paulo, onde permaneceu por alguns dias.
Durante esse período, ele manteve contato com a namorada, que tinha conhecimento do ocorrido e não comunicou as autoridades.
No dia 17 de janeiro de 2023, Adrian retornou a Minas Gerais e se apresentou espontaneamente à polícia, confessando o crime em detalhes e indicando o local onde havia deixado o corpo da filha.
A namorada dele, Gabriele Hernesto, também foi presa na época por participação na ocultação do cadáver, já que acompanhou Adrian até o local onde o corpo foi queimado e manteve contato com ele enquanto ele estava foragido.
Durante o interrogatório, Adrian chegou a tentar justificar suas ações alegando uso de drogas e medicamentos, afirmando que não conseguiu se controlar no momento das agressões.
O depoimento completo do acusado foi registrado pelas autoridades e posteriormente divulgado em vídeos que circulam na internet.
Em 2023, ele foi condenado pela Justiça a 33 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Agora, três anos após o crime que chocou Minas Gerais, Adrian Juliano Martins Herculano foi encontrado morto dentro da unidade prisional onde cumpria pena.
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