Colégio de Maringá demite professor após fala política.
Instituição de Maringá afirma que declaração associando orientação política à violência é incompatível com o ambiente educacional
A repercussão de uma declaração política feita diante de alunos terminou com o desligamento de um professor do Colégio Integral, em Maringá.
A decisão foi tomada depois que um vídeo gravado dentro de uma sala de aula passou a circular nas redes sociais e provocou reação de famílias e integrantes da comunidade escolar.
Na gravação, o docente comenta sobre a vida afetiva da filha e relaciona a orientação política de um eventual pretendente a uma reação violenta, mencionando especificamente alguém identificado como sendo de direita.
Escola classificou fala como inadequada
Após a circulação e viralização do vídeo, a direção do colégio particular divulgou um comunicado às famílias.
No texto, o colégio afirma que associar de forma generalizada uma orientação política à violência é inadequado ao ambiente educacional e não representa os valores adotados pela instituição.
A escola informou que tomou medidas, consideradas necessárias com desligamento do profissional do quadro de professores.
No trecho do vídeo viralizado, o Professor H. fala isso diante da classe:
"Agora, se eu for dar opinião, eu tenho dito... tenho falado para a minha filha: 'Cara, infelizmente você agora tem que saber com quem você vai namorar, a posição política dele.' Olha que absurdo. 'Porque se for de direita, não namora, porque você vai apanhar. Você é mulher, você vai apanhar. Você vai em algum momento me ligar e eu vou ter que te resgatar.'
É a minha opinião e como eu estou criando a minha filha que tem 16 anos. 'Professor, não é bem assim.' Então é a sua opinião e eu respeito. A minha opinião... e não falha um, né? Não falha um, é só olhar as notícias."
Colégio defende liberdade para discordar
No comunicado, a instituição também reafirmou o compromisso com o respeito à diversidade de opiniões e com a formação do pensamento crítico.
A direção destacou que os alunos devem ter liberdade para pensar, perguntar e discordar sem constrangimento em razão de convicções políticas. O episódio ocorreu em meio ao período eleitoral, poucos dias antes do primeiro turno das eleições de 2026.
Professor não teve nome divulgado pela escola
O comunicado oficial não identificou professor. Também não detalhou em qual turma a gravação foi feita nem quando exatamente a fala ocorreu. E até aqui, não houve manifestação pública do professor sobre o caso.
COMENTÁRIOS