Cris Lauer pede retirada da candidatura a deputada.
Ex-vereadora Cris Lauer formalizou desistência da disputa pela Assembleia Legislativa
Reprodução CMM A ex-vereadora de Maringá Cris Lauer (Novo) formalizou nesta semana na Justiça Eleitoral a desistência de sua candidatura a deputada estadual nas eleições de 2026.
O pedido foi protocolado no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e foi poucos dias depois de a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná rejeitar recursos apresentados pela defesa contra o processo que terminou com a cassação de seu mandato na Câmara Municipal de Maringá.
Na manifestação encaminhada ao TRE, Cris informa que a decisão de desistir é pessoal, livre e espontânea e solicita a homologação da desistência, o cancelamento do registro e o encerramento das ações relacionadas à candidatura.
Pedido de desistência ainda precisa ser homologado
A retirada da candidatura não se torna definitiva apenas com o protocolo. O pedido precisa ser analisado e homologado pela Justiça Eleitoral. Por isso, sistemas alimentados com os dados do TSE ainda mostravam, nesta sexta-feira (4), a situação de Cris como “aguardando julgamento” na disputa para deputada estadual pelo Paraná. Cris concorreria com o número 30001, pelo Partido Novo.
Decisão veio após julgamento no Tribunal de Justiça
Na terça-feira (1º), a 4ª Câmara Cível do TJ-PR rejeitou, por unanimidade, dois recursos relacionados à cassação de Cris Lauer. As ações questionavam aspectos do processo político-administrativo conduzido pela Câmara de Maringá em 2025. Com a decisão do colegiado, permaneceu válida a cassação aprovada pelo Legislativo municipal.
A ex-vereadora ainda pode utilizar recursos judiciais cabíveis, mas a manutenção da cassação ampliou as dificuldades jurídicas para sua participação na eleição deste ano.
Cris perdeu o mandato em agosto de 2025
Cris Lauer havia sido reeleita vereadora de Maringá em 2024, como a mais votada da cidade, mas perdeu o mandato em agosto de 2025, após julgamento de uma Comissão Processante na Câmara. Desde então, ela busca na Justiça reverter os efeitos da decisão legislativa.
A situação também passou a ter reflexos eleitorais, com questionamentos sobre sua elegibilidade para 2026.
No processo de registro da candidatura, a Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná aparece como impugnante, enquanto o Partido Novo figura como requerente junto com a candidata.
Campanha já havia recebido R$ 80 mil do Novo
Antes da desistência, a campanha de Cris Lauer havia recebido R$ 80 mil da Direção Nacional do Partido Novo.
Os dados disponíveis com base no DivulgaCandContas apontam dois repasses: R$ 30 mil em 18 de agosto e R$ 50 mil em 21 de agosto. Os valores já movimentados pela candidatura continuam sujeitos às regras de prestação de contas da Justiça Eleitoral, mesmo com a desistência.
Partido não perde cota mínima de mulheres
A saída de Cris também provocou atenção sobre a composição da chapa do Novo para deputado estadual. Segundo levantamento divulgado após a decisão, o partido continua acima do percentual mínimo de candidaturas femininas exigido pela legislação eleitoral, mesmo sem a ex-vereadora na disputa.
Com o pedido protocolado, o próximo passo formal será a decisão do TRE-PR sobre a homologação da desistência.
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