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Maringá,18/06/2026

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Margot Jung destaca 13 anos da Parada LGBT+

Presidente da AMLGBT defende cidadania e combate à LGBTfobia na tribuna da Câmara

Gustavo Ferro/PortalEdsonValerio
Margot Jung destaca 13 anos da Parada LGBT+ CMMARINGA/

A presidente da Associação Maringaense de LGBT, a AMLGBT, Margot Jung, usou a tribuna da Câmara Municipal de Maringá para destacar a importância da 13ª Parada LGBT+ da cidade e lembrar o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, celebrado no último domningo, em 17 de maio.
Durante o pronunciamento, Margot reforçou que a Parada LGBT+ de Maringá se consolidou como uma tradição política, cultural e social, reunindo pessoas da cidade e de municípios da região. Para ela, o evento representa muito mais do que uma manifestação pública: é também um espaço de cidadania, visibilidade, acolhimento e transformação de vidas.
Data histórica contra o preconceito
Em sua fala, Margot relembrou a decisão histórica da Organização Mundial da Saúde, em 1990, que retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais. O marco é lembrado internacionalmente como um passo fundamental para o reconhecimento de direitos civis e para o enfrentamento ao preconceito. 
A presidente da AMLGBT destacou que as conquistas atuais são resultado de décadas de luta, organização social e resistência de pessoas que enfrentaram discriminação para garantir respeito, dignidade e igualdade.
Parada transforma vidas, diz Margot - Ao falar sobre os 13 anos da Parada LGBT+ de Maringá, Margot afirmou que o evento tem impacto direto na vida de muitas pessoas. Segundo ela, há relatos de participantes que se sentiram livres pela primeira vez ao ocupar as ruas durante a Parada. Também citou casais que puderam caminhar de mãos dadas publicamente e, com o tempo, constituíram família.
“Temos relatos de pessoas que se sentiram livres pela primeira vez na vida na nossa Parada. Casais que puderam, pela primeira vez, andar de mãos dadas pelas ruas e que hoje constituíram família”, afirmou.
A fala reforça o caráter simbólico do evento, especialmente para pessoas que ainda enfrentam medo, rejeição ou violência por causa da orientação sexual ou identidade de gênero.
Militância de base e compromisso social - Margot também ressaltou que o trabalho do movimento social vai além das redes sociais e dos momentos de grande visibilidade. Segundo ela, a militância da AMLGBT é feita no cotidiano, com acolhimento, orientação, presença comunitária e defesa de direitos.
“Nossa militância é ativismo. E o nosso ativismo não é ‘lacrador’, não é instagramável. Nossa missão é ajudar as pessoas e lutar por um mundo melhor, onde exista justiça social, paz e cidadania para todos. Inclusive para as LGBT!”, declarou.
A presidente da entidade defendeu uma atuação voltada à transformação real, com foco em pessoas que precisam de apoio, proteção e reconhecimento.
Cidadania e respeito - O discurso na Câmara Municipal reforçou a importância do combate à LGBTfobia e da construção de políticas e espaços que garantam respeito à diversidade.
Para a Associação Maringaense de LGBT, a Parada LGBT+ de Maringá segue como um marco de cidadania, ao ocupar o espaço público com uma mensagem de respeito, igualdade e direito de existir com segurança.




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