Radares poderão ganhar película vermelha.
Câmara aprova proposta para reforçar sinalização de radares eletrônicos em Maringá
Reprodução CMM Marquinhos Oliveira A Câmara Municipal de Maringá aprovou por unanimidade, em primeira discussão, nesta terça-feira (5), um projeto de lei que propõe tornar os radares eletrônicos mais visíveis nas vias públicas da cidade.
A proposta, de autoria do vereador Mario Hossokawa, prevê a aplicação obrigatória de películas refletivas vermelhas nas colunas dos equipamentos de fiscalização de trânsito instalados no município.
A medida tem como objetivo melhorar a identificação dos radares pelos motoristas, principalmente no período noturno ou em situações de baixa luminosidade. Pelo texto, as películas deverão ser feitas com material retrorrefletivo de alta intensidade, aplicado ao redor da estrutura dos equipamentos para permitir visualização a distância.
Fiscalização com foco preventivo - Segundo Mario Hossokawa, a intenção do projeto é reforçar o caráter educativo da fiscalização eletrônica. Para o vereador, o radar não deve ser visto apenas como instrumento de punição, mas como ferramenta para reduzir velocidade e evitar acidentes.
“O radar não é para punir, é para reduzir a velocidade. Ele é instalado em locais onde já houve acidentes ou onde há grande circulação de pessoas, como em frente a escolas. Se o motorista não percebe a presença do equipamento, o objetivo se perde”, afirmou.
A proposta também busca responder às críticas de motoristas que associam a fiscalização eletrônica à chamada “indústria da multa”. Para Hossokawa, quanto mais visível o equipamento, maior a transparência e maior a chance de o condutor reduzir a velocidade antes de passar pelo ponto monitorado.
“O condutor precisa saber que ali existe um radar. Quando ele visualiza, reduz a velocidade. Isso ajuda a evitar acidentes, atropelamentos e situações graves que temos visto com frequência”, completou.
Medida se inspira em outras cidades - A iniciativa tem como referência modelos já adotados em outros municípios, como Curitiba, onde a sinalização reforçada em equipamentos de fiscalização busca melhorar a percepção dos motoristas e contribuir para a segurança viária.
Em Maringá, caso o projeto avance, os radares passariam a ter uma identificação visual mais clara, sem deixar de cumprir a função de controle de velocidade. A ideia é que a fiscalização continue existindo, mas com maior visibilidade para estimular o comportamento preventivo dos condutores.
Projeto também prevê sinalização educativa - Além das películas refletivas, o texto prevê a possibilidade de instalação de sinalizações complementares de caráter educativo. Essas placas ou comunicados poderão informar ao motorista sobre a função preventiva dos radares e também sobre a destinação dos recursos arrecadados com multas, conforme previsto na legislação. O projeto ainda precisa passar por segunda discussão na Câmara antes de seguir para análise e eventual sanção do Executivo.
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